Heather Catherine

Perguntas frequentes

O que acontece numa primeira sessão?

Na primeira sessão vamos conversar com calma e em profundidade sobre o que está a viver e sobre o que gostaria de alcançar com este trabalho. Esta sessão é muito importante — define o tom e a direção, ajuda a perceber a raiz do que se está a passar e mostra-nos onde vale mais a pena concentrar a nossa atenção. Dá-me, ao mesmo tempo, uma visão global e um olhar mais atento sobre os pormenores da sua experiência.

Tenho de falar sobre tudo logo no início?

Claro que não. Vamos ao seu ritmo e pode sempre dizer-me se precisar de abrandar. Tenha só em mente que a sexualidade costuma ser difícil de falar simplesmente porque não estamos habituados a fazê-lo — por isso, quanto mais conseguir partilhar sobre os pormenores, com mais precisão consigo apoiá-lo/a.

Alguma coisa é gravada?

Nada, nunca.

Posso vir sozinho/a ou preciso de um parceiro/a?

Não precisa mesmo de ter um parceiro/a para começar a explorar a sua sexualidade. Quer esteja só ou numa relação, é bem-vindo/a. E, mesmo que tenha um parceiro/a, normalmente começamos pelo autoconhecimento — conhecer-se e reconectar-se consigo mesmo/a é uma parte enorme deste trabalho e é a base sobre a qual tudo o resto assenta.

O meu parceiro/a pode juntar-se mais tarde, mesmo que eu comece sozinho/a?

Sim. Um parceiro/a pode envolver-se de várias formas — alguns casais trazem o parceiro/a a uma ou duas sessões para construir uma compreensão partilhada do que se está a passar; outras vezes um parceiro/a junta-se porque há algo que ele/a próprio/a quer explorar, separado daquilo que originalmente o/a trouxe aqui; e, por vezes, isto evolui para um processo de casal contínuo.

Mantenho sempre uma certa separação entre as diferentes dimensões deste trabalho: aquilo que me contou sozinho/a permanece confidencial, a menos que combinemos o contrário, e o mesmo se aplica a tudo o que o seu parceiro/a partilhe quando não está presente.

É também importante que um parceiro/a venha por vontade própria, e não empurrado/a ou arrastado/a para isto — este tipo de trabalho não pode ser forçado.

E se me sentir nervoso/a ou envergonhado/a?

É completamente normal e não está sozinho/a nisso. Quase toda a gente chega com algum nervosismo — são temas íntimos e que nos deixam vulneráveis, e sentir-se tímido/a ou envergonhado/a não quer dizer que algo esteja mal. Não há qualquer pressão para encontrar as palavras certas. Parte do meu trabalho é fazer deste um espaço onde esses sentimentos são acolhidos com compreensão e nunca com julgamento, e avançamos a um ritmo que lhe pareça seguro.

Quantas sessões vou precisar?

Não consigo dar-lhe um número à partida. Quanto mais aberto/a e disponível estiver para partilhar e para fazer mudanças, mais depressa o processo tende a avançar — mas pode sempre ir ao seu próprio ritmo. Dito isto, o meu objetivo não é mantê-lo/a em sessões indefinidamente. Às vezes, alguma informação, uma ou duas sessões e alguns exercícios para experimentar por conta própria são tudo o que é preciso para alguém sentir que chegou onde queria. Outras vezes é um processo mais longo e delicado, ou a pessoa prefere ir devagar, ou surgem novos objetivos depois de os primeiros terem sido alcançados.

Em que é que a abordagem Sexocorporel é diferente de apenas falar?

A abordagem Sexocorporel parte da ideia de que a mente e o corpo estão interligados e que uma mudança feita num deles afeta o outro. Por outras palavras, a forma como pensamos e sentimos em relação à intimidade reflete-se diretamente no corpo, e vice-versa. Em vez de explorar uma preocupação apenas através da conversa, esta abordagem trabalha também diretamente com a respiração, o movimento e a consciência dos hábitos físicos, para criar mudança a partir da base, e não apenas de forma intelectual. Muitas das formas como aprendemos a responder à intimidade foram moldadas, muitas vezes sem darmos por isso, ao longo de muito tempo. Trabalhar diretamente com o corpo pode tornar possível reparar em padrões e transformá-los — padrões que só falar nem sempre alcança —, sobretudo quando há tensão, restrição ou desligamento do corpo envolvidos.

Como funcionam as sessões online e do que é que preciso?

As sessões são online, por videochamada. Antes de nos encontrarmos, vai receber um link privado para entrar — sem configurações complicadas. Da sua parte, o que importa é ter uma ligação estável à internet e um espaço privado e tranquilo, onde não seja interrompido/a e possa falar à vontade. Muitas pessoas acham que estar no seu próprio ambiente, mais confortável, até torna mais fácil abrirem-se.

É tudo confidencial?

Sim. Tudo o que conversamos fica estritamente entre nós. Nada é gravado e nada do que partilha é transmitido a quem quer que seja. A confidencialidade é a base deste trabalho — é o que torna possível falar abertamente, e levo-a muito a sério.